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Em época de trocadilhos infames aqui vai um visual! Algo mais sofisticado... haham...

LOVE ME
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Sobre Meninos e Lobos


Ao partir de uma premissa meio batida tirada de um livro homônimo cujo autor não me recordo o nome, Clint Eastwood conseguiu fazer um filme surpreendente e emocionante ao mesmo tempo. Por dois motivos!

1. As vezes o filme parece mesmo um clichêzão, mas ele acaba mesmo surpreendendo (não com um final surpreendente, mas com a capacidade dele te inquietar e emocionar).
O filme é Sobre meninos e lobos mas podia ser sobre o tempo ou sobre como o tempo tranforma meninos em lobos, mas sem revelar exatamente o porquê ou mesmo o porquê do porquê!
Engraçado que eu nunca acho os títulos em português melhores que os títulos originais, mas nesse caso eu achei! O títuo original é Mystic River. O rio acaba também servindo de metáfora para o tempo, que traz coisas e depois as leva embora! Dor, medo, amizade, alegrias, força, fraqueza; coisas que o tempo leva e trás e que acabam sempre deixando marcas.

2. A surpresa fica por conta do fato de que diante de tão poucas inovações (nada de edições mirabolantes ou montagens videoclípicas nem mesmo bullet time), embora eu considere a importância delas, Eastwood conseguiu provar que um bom filme só precisa de uma direção firme, um bom roteiro e atores de primeira (Sean Penn mais uma vez prova que não é só um rostinho narigudo)!
Acho que Setaro iria gostar (e isso não foi ironia!)!

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Escuta essa, Dan

A revista SuperInteressante lançou uma coleção de livros, do tipo Folha Explica (da Folha de São Paulo). A coleção de chama "Para saber mais". Eis que, na SuperInteressante mais recente, encontro um anúncio referente aos dois novos livros da coleção:

" A diferença está nos mantras que os fiéis deles cantam"




Ass: Jaca Paladium, diretamente da Nova Zelândia
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Família: Pessoas que por compartilharem genes com você se julgam aptas a dar palpites na sua vida!
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Foto de minha ultima viagem à Europa (não é só Camilla que vai não)



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Nostalgia: Esse é meu primeiro filme... (de Lívia e de Joana tb). Prestem atenção no ator principal que é pai de Lívia (seria Setaro em um primeiro momento). O filme é fantástigo e conta a história de um senhor que ao procurar um hotel acaba parando em um motel de quinta categoria.


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A guinada metafísica de Hollywood

Enquanto o cinema europeu se preocupa cada vez mais com o drama humano, demasiadamente humano, o cinema mainstream americano está tratando de temas metalinguisticos e metafísicos. A constatação é que de que os filmes hollywoodianos tratam abertamente em seus enredos da crítica sobre própria industria cinematográfica e suas relações com o mundo ou até da relação da humanidade com a realidade. Nesses filmes, o mundo não é mais que um filme rodado em um grande estúdio metafísico ao qual nós, telespectadores e principalmente seres humanos, não temos acesso. Um grande sistema é montado para que os personagens do filme não se dêem conta de que toda sua existência é, na verdade, uma encanação.
O herói desses filmes é um iluminista, um iluminado, que tem como missão salvar a massa acéfala da encenação mentirosa que é a realidade, algo como um crítico da mídia e que reconhece nos mass media sua aura dominadora. Ou seja, Neo é um Adorno mais bonito e charmoso. Hollywood traz de volta uma grande suspeita da humanidade – a suspeita que todo o mundo à nossa volta não passa apenas de um grande filme feito em uma Meta-Hollywood remota ou que toda nossa vivência não passa de sombras projetadas no fundo da caverna, estando assim a verdadeira luz do conhecimento do lado de fora. Nesse aspecto os filmes hollywoodianos podem ser mais verdadeiros que a própria realidade à nossa volta, já que questionam metafisicamente toda a construção das coisas em volta e refletem sobre os procedimentos dessa construção.
A quem achava que as salas de Multiplex são, invariavelmente, antros de imbecilidade imberbe e cheia de acne cabe refletir com mais atenção e menos preconceito. Entre uma pipoca e outra podemos ter sim uma discussão filosófica digna de qualquer discípulo de Benjamim. O Walter ok?
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Os pobres textos, meu e de sanggio, que ninguém quiZ(referencias pop) em lugar nenhum....

Se oriente
Danilo Fraga

Há quase quatro décadas, quando National Kid alegrava as crianças de todo Brasil, poucos poderiam supor o sucesso que as produções japonesas teriam no ocidente. Sabendo, ou não, praticamente toda criança teve ou tem contato com a cultura japonesa, seja por intermédio de heróis sufocados em armaduras coloridas, desenhados com olhos gigantescos ou de bombeiros bigodudos de roupa vermelha, ou verde – os irmãos Mário, antes de serem italianos, são fruto da mente de Shigeru Miyamoto, um japonês. A cultura de massa japonesa invadiu todo o ocidente principalmente através do mangá, anime e video-game.
Depois do pioneiro National Kid, muitas outras séries japonesas passaram pela televisão brasileira. Eu me lembro especialmente das séries dos anos 80 como Jaspion e Changeman e dos Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Yu Yu Hakusho nos anos 90, mas é claro que você pode lembrar de outras dependendo de sua idade. Entretanto, se deve a Akira o status que o anime conquistou no mundo ocidental. Akira, um longa-metragem baseado em um mangá de mesmo nome, foi lançado no Japão em 1988 e demonstrou a força da linguagem do animes, além de arrecadar milhões nas bilheterias e diversos prêmios internacionais. Depois de Akira, a produção japonesa foi posta no mesmo patamar do cinema americano.
A premiação do longa-metragem A viagem de Chihiro com o Oscar de melhor animação, somente reforça a influência da cultura japonesa no ocidente. A narrativa dos mangás passa a ser fonte de inspiração tanto para a histórias em quadrinhos americanas – temos versões em manga para Batman, Star Wars entre outros – quanto para o cinema – Matrix e Animatrix são os melhores exemplso. No Brasil não é diferente, revistas como Holly Avenger e Tsunami utilizam-se do estilo dos mangas japoneses, além da crescente formação de grupos especializados na cultura japonesa e realização de eventos de exibição e discussão de Animes e mangas. Então, se Oriente rapaz!
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Sem infância? Humpf...
Ricardo Sangiovanni

A geração que não teve infância já virou gente grande. Cresceu sem soltar pião. Nunca empinou uma pipa. Nada de bolinha de gude ou carrinho de rolimã. A turma dos recém-grandinhos do século 21 passou a infância na frente da telinha. No fim dos anos 80, as séries japonesas invadiram a TV no Brasil. Monstros intergalácticos, heróis e seus robôs encantavam os pequenos – não dava tempo nem pra piscar.
Jaspion, Changeman, amigos e congêneres davam o tom da brincadeira. Os meninos viviam aos pulos pela casa, ensaiando golpes - geralmente o papel de monstro sobrava para a irmãzinha. A febre movimentou uma industria milionária. A indumentária dos super-heróis, bonecos, fitas cassete, trilhas sonoras, revistas e álbuns de figurinhas fizeram papais e mamães abrirem o cofre. Não era raro ver cenas de birra no supermercado: “Buáááá... eu quero um boneco!!!”
Muito se especulou acerca da influência dos seriados no comportamento da petizada. O reflexo mais visível era a violência – para algumas crianças, não havia limite entre a pancadaria na TV e na vida real. E tome-lhe socos e pontapés nas babás e coleguinhas da escola, pra não falar de novo nas irmãzinhas! Pais e pedagogos alardeavam a violência no imaginário infantil. Que infância era aquela?
Era uma infância como qualquer outra. Meninos ativos, que faziam festa com os brinquedos que lhes eram dados. As brincadeiras do arco da velha foram rapidamente suplantadas pelos brinquedos das grandes cidades - e isso era estranho para os mais velhos. A turma dos anos 80 tinha brinquedos de plástico. Usava máscaras e fantasias de super-herói e combatia monstros e ameaças de outros planetas. À vezes se excedia nos pontapés, é verdade. Mas não era uma violência gratuita – afinal, estavam apenas imitando seus ídolos e, se eles batiam na TV, era pra combater o mal! Não teve tantos amiguinhos, nem soltou pipa ou pião – mas disso a imaginação dava conta. Cresceu ouvindo dos pais o velho jargão: “Vocês não sabem o que é infância”.
Podem não ter tido infância – na opinião de seus pais. Fato é que hoje olham para trás com a mesma saudade que qualquer adulto tem dos seus tempos de menino... E ai de quem se atreva a falar mal dos japas.
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como sempre eu me vejo obrigado a aumentar o nível intelectual desse blog

Os chiliques de Adorno não trouxeram a Arte de volta

Os chiliques de Adorno pelo menos serviram para mostrar algo. Realmente a cada dia que passa a Arte (essa com A maiúsculo e digna de aparecer nos slides das aulas de História da Arte) passa a fazer parte da vida de menos pessoas, enquanto a maioria dos pobres mortais caem nos braços da cultura de massa. Parece que nosso vinculo com a mal fadada “indústria cultural” é indissolúvel, nós nascemos e crescemos nos tempo da obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Entretanto será que vale a pena nadar contra a maré e lutar pela verdadeira Arte nesses tempos de barbárie?
A Arte (mesmo essa com A maiúsculo) não é uma entidade universal. É um conceito datado do renascimento e nasce quando Giotto assina seus primeiros quadros, teve uma vida conturbada e movimentada, se reproduziu em diversas outras formas expressivas e morreu de morte matada e de morte morrida incontáveis vezes durante o século XX. Se ela hoje não ocupa mais uma posição de destaque em nossa cultura, paciência. Podemos todos parar de fingir gostar de dança moderna. Chega de nostalgia.
A Arte nasce exatamente de uma separação entre a esfera do cotidiano e a esfera artística, mas essa separação foi se tornando cada vez mais radical com o passar dos séculos até que o domínio da Arte passou figurar em um eterno ciclo de auto-citação/auto-referência e perdeu qualquer contato com o ser humano. Nem sempre foi assim, a cultura de massa retoma uma idéia de arte que se assemelha muito à da Grécia Antiga e da Idade Média. A tecné grega ou a ars medieval não estavam, de maneira nenhuma, separada do cotidiano e eram apreciadas exatamente por seu caráter usual e funcional.
Esqueçamos o gênio incompreendido do romantismo, aquele atormentado por seus demônios interiores e que tem na Arte sua única forma de viver. Ser artista é prá lá de demodê (como nossos avós falavam que algo está fora de moda), o símbolo da “arte” de nossa época são os publicitários que divertem milhões de pessoas todos os dias e estão inteiramente conectados com as outras esferas da sociedade, dizem que principalmente com a econômica. Que você acha? Oh yeah? Nananá?
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sei que nao deveria postar os Malvados, mas essa tira 'e muito boa!





c'est verite'
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why, why, why ?

Escolher e sempre um fardo. Escolher é, antes de tudo, perder. Viver é uma constante escolha, como se vai viver é mais uma gama de escolhas e decisões a serem tomadas. Por isso viver é perder, sempre. Não importam os ganhos, porque em determinado momento você vai perdê-los, porque novas escolhas sempre se apresentam, porque escolher, essa dádiva, nos tira mais do que nos dá, porque acabamos sempre tomando o caminho errado e às vezes não dá mais pra voltar.
Mas é tudo em nome do crescimento, de uma tal evolução que talvez não vá nos levar a lugar nenhum. Porque não temos certeza de nada, a não ser da nossa burrice e da nossa cegueira. De que nossas escolhas não fazem sentido algum, pois o que parecia uma bifurcação que nos levaria a destinos opostos acabou se revelando uma convergência.
Talvez a melhor solução seja sentar à beira do caminho e fazer um grande piquenique e simplesmente desprezar as escolhas óbvias. Não escolher é de qualquer modo uma escolha. Não escolher pode parecer covardia, mas é preciso bastante coragem para se submeter ao julgamento alheio e simplesmente ignorá-lo. Não escolher também é viver, portanto também representa um fardo, só que esquecido ao lado da cesta de vime do piquenique.

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férias ueba!

espero a chuva cair de novo pra eu voltar pro meu sertão!!
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personas, vamos continuar a postar nas férias! não deixemos nosso blog morrer!
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Momento de limpeza alfabetinica no pet.
Pessoas com J, fora!!!!!
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Jornalistas sem futuro

Há uma questão que me faz revirar na cama por alguns dias. Porque em filmes de ficção científica ninguém assiste TV ou lê jornal? No máximo alguém conecta na internet. Se em Mad Max a não existência da mídia é plausível, em Blade Runner ou Laranja Mecânica, esse esquecimento soa estranho. Porque as peripércias supermanescas do escolhidos não são matéria de capa do "Diário de Zion" ou assunto da coluna "Pergunte ao Oráculo"?
Até me vem a mente alguns filmes onde há jornalistas e mídia, mas esses elementos geralmente são usados apenas como metáforas de como a sociedade do futuro se parece com a nossa (o Big Brother de 1984, por exemplo). Entretanto se o enredo é ambientado em um futuro mais longiquo (ou a muito tempo atrás em uma galáxia muito distante), menos TV, rádio e jornal (ou mesmos seus parentes mais evoluidos) existem. Não seria interessante para o Imperador e Darth Vader ter um DOPS ou algo parecido?
Ao que parece, os profetas da ficção cientítica antevêm um futuro onde a humanidade estará livre da maior frivolidade da nossa era: a mídia. Nesse futuro utópico as milhares de almas jovens, ingênuas e desafisadas serão poupadas de fazer parte das fileiras das FACOMs de todo universo e encontrarão descanso; provavelmente nas fileiras de uma guerra contra algum império do mal. Não esqueçamos que Neo lia Baudrillard.
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