podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano
eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano
P. Leminski
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escrito
por
Anônimo
Quem milita, se limita! *
Bem que dizem: quando a gente não tem idéias mais interessantes para escrever, resolve falar mal. É que nesses tempos de transpolítico, como diria o nosso amiguinho Baudrillard, começo a me cansar um pouco do perfil do “mamãe quero ser guerrilheiro”,facilmente reconhecível, no ‘aparelho’ mais próximo de você.
Nada contra a luta por melhores condições para a humanidade etc etc. Muito pelo contrário. Sou uma ardente sonhadora do socialismo (utópico, para deixar bem claro que não me refiro ao soviético) e fã do Che Guevara como tantos por aí. Afinal, ele foi mesmo um grande cara, um grande exemplo e, por que não dizer, bem bonitão. Simplesmente acho que o mundo não se resume a isso, a essa luta entre bom e mau, socialismo e capitalismo, camarada e colega, vermelho e negro.
Me irrita essa redução da atividade política a um mero confronto de ideologias, coisa que, convenhamos, poderia até ser resolvida numa mesa de bar ou quem sabe, numa rodinha de maconha. Pegando carona com André Lemos, política, quando do surgimento do termo, era o exercício da cidadania na pólis. A diferença entre o conceito antigo de exercício de cidadania e o atual, de exercício de poder é bem grande. Na minha humilde opinião de quem nunca leu O Capital, existem muitos modos de fazer política. Modos que não passam necessariamente pela discussão prolixa dos ‘inscritos’ nas mesas de saletinhas, em meio a cartazes enfurecidos.
Talvez o que eu queira dizer aqui é que existem outras coisas no mundo que merecem atenção, além da politicagem e das teorias conspiratórias. Existem outros modos de pensar que também dão resultados. E isso NÃO é alienação.
A melhor camisa do Che que eu já vi, trazia, além do charmoso rosto do nosso camarada, uma frase: “Che Guevara já morreu. Faça a sua revolução”. Acho até que ele poderia gostar disso, como a pessoa inteligente que era.
* Frase do nosso querido Nildão, autor de tantas outras pérolas do grafite subversivo.
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escrito
por
Camilla Costa
Fotos inéditas de guarajuba Enquanto Pedro, Camilla e Danilo davam vexame...
...um outro petiano buscava a paz de Jah!
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escrito
por
Pedro Fernandes
Fiquei de postar o pequeno texto que eu escrevi, não foi? Lá vai. Convenhamos: Críticas são chatas, mesmo as "construtivas", mas estou aberta a elas - tenho outra escolha? Lembrete aos amantes ortodoxos da Filosofia: são só suposições inocentes sobre um futuro.
FILOSOFIAS BARATAS
Calor inclemente na cidade. Ou apenas uma desculpa para parar no bar mais próximo e chegar um pouco mais tarde em casa. Senta-se à mesa do bar (“nunca na mesa” como lhe dizia sua professora de português - tenra lembrança da infância e primeira paixão) e dá uma rápida olhada no cardápio ( o preço dessa cerveja é um verdadeiro desrespeito ao cidadão de bem, pensa) e entre torresmos, farofas e calabresas encontra ao pé da página : FILOSOFIAS, a partir de R$ 1,00.
Chegou um tempo em que filosofias eram como conselhos. Mas um produto com uma tradição milenar não poderia ser dado. Tornou-se, então, vendido. E se criou uma verdadeira indústria. A Academia investiu pesadamente no ramo, produzindo filosofias rebuscadas sobre todos os assuntos possíveis, na maioria das vezes, e que, a despeito da distância entre a complexidade da forma e o conteúdo, mantinham seu público fiel (e pagante). Todas as vertentes do marxismo, leituras e releituras dos alemães e daqueles ... como é que se diz... gregos. Todas as estéticas e semióticas de todos os tipos de gostos de todas as culturas e produtos que se seguiram à nossa neo-pós-modernidade contemporânea. Tudo.
Não sem que antes aparecessem a indústria pirata e as produções artesanais. Filosofias padrão, nos moldes de todos os seus pequenos ou grande problemas existenciais e dores de cotovelo. Filosofias ‘bestsellers’, filosofia para pensar (e até para não pensar), para 'dar de presente a quem você ama’, para sua distração em todos os momentos: na praia com os amigos, durante a viagem, no bar depois do trabalho....
O bar. Cerveja tomada e tira gosto comido. O ônibus não demora, o trajeto é curto, mas, ainda assim, senta-se. Uma voz distante vibra e pouco depois alguém o toca no ombro. Antes de dizer que não tem nenhum trocado, entende: Vai aí, tio, filosofia? Lançamento! Três por um real!
Não, isso não é real. Apenas um pequeno conto filosófico. E barato.
Beth Ponte |
escrito
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Elizabeth
- o que é que há?
- há medo
- que sufoco!
(um oco infla)
- há uma palavra
- o que é que há, afinal?
- a mais distante da verdade |
escrito
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Anônimo
Entrei! |
escrito
por
Elizabeth
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Danilo Fraga
Pra você Mila: Qual a diferença entre o Paul MacCartney e o John Lennon?
- Enquanto o Paul compõe e o John decompõe. |
escrito
por
Danilo Fraga
Depois dos sucessos de CSI e CSI Miami, mais um mega sucesso dessa franquia, CSI Facom. E eu ainda pude participar de um dos episódios! UOU! |