Dr. Fraud - Parte 2
Esse é outro Dr. Fraud, um analista de sonhos de um site chamado sickhappyidle .O pessoal manda os e-mais com os sonhos e o "Dr." interpreta. Tem um lá de um cara que sonhou com o Jimmy Hendrix que é muito bom...
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escrito
por
Elizabeth
Essa é uma tirinha do Renato Canino, do Dr. Fraud. Nada mais clássico que uma Fraud da Fraude.
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escrito
por
Danilo Fraga
Essa é uma tirinha do Dr. Fraud, do Renato Canini. Nada mais clássico que uma Fraud do Freud.
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Qual a lei da arte? Por muito tempo se disse que a arte imita a natureza, essa asserção platônica, com o passar dos anos, se traduziu em uma poética especifica que dominou por muito tempo a produção artística ocidental - realismo que hora se traduzia ora em uma reprodução mais fiel possível da realidade, ora em uma figuratização idealizadora. Poderia-se dizer que até o romantismo, a beleza foi reconhecida como lei da arte. Depois de algum tempo essa beleza foi questionada, colocando o belo – diferente do bonito – como resultado da obra de arte e não sua lei.
A essa posição, entretanto, subentende-se que não há uma lei geral da arte, somente a inventividade e a originalidade do artista. Tudo isso é contrário à experiência do artista, que embora guiados pela inspiração, reconhecem o rigor e a severa legalidade na realização de suas obras. Sem contar que em tal caso as obras de arte tornariam-se impossíveis de serem julgadas.
Essa contradição só pode ser resolvida reconhecendo-se que a arte não tem uma lei geral e predisposta, na arte a lei geral é a regra individual da obra a ser feita. O artista inventa não só a obra, mas sua lei interna e é o primeiro a ser submetido a essa lei, ele é autor e súdito, inventor e seguidor, criador e subalterno, ao mesmo tempo. A única lei da arte é o critério do êxito artístico.
Invenção e Execução: Uma primeira questão sobre esse tópico é de quando a obra nasce. Algum sustentam que depois de sua execução, enquanto outros acreditam que a obra nasce, mesmo antes de sua execução, como idéia na cabeça do artista. Para Croce, por exemplo, o processo artístico consistiria em copiar uma imagem interna, já acabada e formada. Para ele o processo de execução é um caminho seguro, já traçado, que consiste em reproduzir uma idéia na matéria física. Outros, como Alain, afirmam que o processo artístico é essencialmente sua realização; a imagem é encontrada no decurso da execução.
Para Pareyson, a partir da dialética da forma formante/formada, a arte tem a misteriosa prerrogativa de ser ao mesmo tempo lei e resultado de sua formação, de existir como conclusão de um processo estimulado, e guiado, por ela. Deste ponto de vista, o processo artístico é composto, ao mesmo tempo, por invenção e execução, incerteza e orientação e é guiado pela teleologia interna do êxito, pela dialética da forma formante e da forma formada.
Criação e Descoberta: Há os que afirmam que a obra é resultado de uma criação absoluta do artista, devedora apenas do ímpeto do gênio. Outros sustentam que, na verdade, a obra já existe e ao artista só resta descobri-la.
O processo artístico não é uma criatividade tão absoluta que deixe ao artista uma liberdade completa, nem uma obediência que reduza o fazer artístico a um simples acompanhamento. Do ponto de vista do artista tudo depende do seu fazer, mas do ponto de vista da obra acabada trata-se antes de um desenvolvimento orgânico. Eis como o processo artístico pode ser ao mesmo tempo criação e descoberta, no fundo ele consiste em uma dialética entre a iniciativa do artista e a teleologia interna do êxito, o artístita é tanto mais livre quanto mais obedece a obra que está fazendo.
Inspiração e Trabalho: A mentalidade romântica acentua a divina perfeição da obra, no qual não pode restar qualquer sinal de esforço ou trabalho. Concebe, assim, o processo artístico como um curso triunfal de uma criatividade absoluta, sem obstáculos ou dificuldades. Porém essa posição se contrapõe à severa e austera concepção de quem vê na arte um tarefa rigorosa e difícil, que requer dedicação e sacrifício.
Na verdade essas duas acepções tratam-se de dois modos de produção que podem ser facilmente encontrados na história da arte. Porém seria absurdo derivar dessa diferença de procedimentos uma regra geral. Os dois processos são igualmente importantes para a criação artística, o primeiro se refere à orientação impressa na produção artística pela teleologia interna da obra, enquanto o segundo à trajetória através da qual o artista busca produzir aquela obra. O que caracteriza o processo artístico é a adequação entre tentativa e êxito, entre espera e descoberta.
Processo Artístico e o Efeito provocado pela Obra Acabada: Enquanto alguns procuram distinguir nitidamente o esforço de fazer a obra como o efeito desta, ou seja, que o processo artístico não tem nada a ver com a apreciação da obra. Outros consideram essencial para a avaliação artística a consideração atual da sua gênese.
A primeira concepção é justa quando afirma que o processo artístico não interessa por si mesmo, mas arrisca não entender a obra na medida que a vê em sua imobilidade, além de considerar o processo de produção como externo à obra. Dar-se conta do valor artístico da obra significa ver a sua perfeição dinâmica, surpreender na imodificável inteireza seu processo de acabamento. O processo aparece assim na própria obra.
Definitividade e Abertura: A que defenda que a obra de arte é substancialmente incompleta e, por isso, reclama do leitor que ele participe de seu processo criativo. O que em algumas obra realmente acontece, mas não podemos confundir o campo da estética com o da poética. A completeza e definitividade que a obra enquanto forma deve ter no campo estético não contrasta em nada com a sugestividade e transformabilidade programadas por algumas poéticas, e a abertura da obra a uma multiplicidade de interpretações não tem nada a ver com esses casos programáticos de inacabamento, mas consiste precisamente no caráter concluso e definido da forma enquanto tal. O processo artístico é busca de acabamento, de perfeição imodificável, de estabilidade definitiva.
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escrito
por
Danilo Fraga
Peixes Poliglotas (e ganhadores de Oscar)
"Quando la vita va male, tu cosa fai? Continui a nuotare!" |
escrito
por
Camilla Costa
Procurando as raízes
Eu gosto do estilo de Sodemberg, que me lembra Guy Ritchie que parece um pouco com Danny Boyle que lembra alguns filmes dos Irmãos Coen que têm algo em comum com Roberto Ramirez que definitivamente parece com Tarantino que lembra Oliver Stone que lembra Scorcese que tem algo a ver com Brian de Palma, que se inspira em Hitchcock. |