malditos sejam os integrantes da panelinha do orkut! |
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Pedro Fernandes
E estive pensando:
E se nós utilizarmos essa possibilidade de a revista não sair como uma " estratégia de marketing" (tudo hj é estratégico, incrivel!....)
A gente propaga bastante o lançamento da revista, fala como ela vai ser ótima e tal (pode até marcar festa, data, hora, fazer cartazes e convites. Depende do grau de maldade de cada um) E... A REVISTA NÃO SAI!
Uma coisa é garantida, ninguém será mais FRAUDE do que nós!!!
kkk |
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Elizabeth
A MELHOR FRASE DOS ÚLTIMOS TEMPOS:
"Eu vim ao mundo em missão acadêmica." Wilson Gomes |
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Elizabeth
quem tem medo do google mail? |
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Pedro Fernandes
Senhoras e Senhores do Petcom, é com imenso orgulho que apresento a todos Calazans, o mais novo comunicólogo maluco, egocêntrico do Brasil.
Uma mistura espetacular da loucura de Jonicael com o pedantismo de Benjamin e o visual do Professor Afrânio da Malhação (Charles Paraventi), ele se define: "Minha visão de cientista é decorrente das revoluções científicas contemporâneas, numa epistemologia mais para KUHN e Maturana do que para os outros."
"Prefiro ser um revolucionário a um mero solucionador de puzzles; prefiro a hipótese intuitiva (ou, como NEWTON, a ausência de hipótese) da pesquisa exploratória à metodologia e lógica tradicionais.", e mais, "Isto não impede que eu seja empirista e aristotélico".
Autor de pérolas da ciência da comunicação como "Midiologia subliminar e o pânico Pokémon multimidiático", que eu desavisadamente li, e "Benetton: A Arte Midiática Subliminar de Toscani", Calazans acha que sua "postura renascentista como a de Leonardo da Vinci" o proporciona uma visão privilegiada do mundo contemporâneo. É melhor não contrariar.
Uma foto dele com sua turma "irada", não imagino o que eles aprendem nessas aulas. Para acessar o site pessoal de Calazans, clique aqui. |
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Danilo Fraga
Quase Lá
Vanguardista e provinciano: a dicotomia que caracteriza inúmeros aspectos da sociedade brasileira está presente também no campo da cibercultura. O fenômeno, presente em todo o mundo em graus variados, já é estudado também no Brasil e comentado abertamente no espaço acadêmico, na mídia e em especial, no seu principal meio: a internet.
As matérias, trabalhos, pesquisas e entrevistas sobre o assunto disponíveis na rede permitem traçar um panorama, ainda que pouco detalhado do nível de adesão da sociedade brasileira na era cyber. No Brasil, a cibercultura é incipiente e anda a passos largos. Convivemos com a pequena parcela de usuários, cujo tempo de permanência online é o maior do mundo, ao mesmo tempo em que enfrentamos um gigantesco problema de exclusão digital (que é também social e econômica). O problema, aliás, começa muito antes da criação do espaço antropológico do saber, na concepção de Pierre Lévy. Começa no espaço da terra. Desse modo, o ambiente da cibercultura fica restrito ao ambiente das classes média e alta e só agora começa a chegar realmente ao ambiente universitário.
Ainda assim, os internautas brasileiros são conhecidos mundialmente por sua entusiasmada adesão a todo o tipo de moda cibernética. Apesar de serem relativamente poucos, os usuários brasileiros parecem buscar a excelência dentro do ciberespaço. Os hackers brasileiros, apesar de em sua maioria não defenderem qualquer ideologia política, ocupam altas posições nos rankings dos mais ativos. O ativismo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra em rede é reconhecido e respeitado em todo o mundo. As maiores capitais já organizam seus próprios “ciber – happenings”, que ocupam espaço na mídia do resto do planeta.
Além disso, a intimidade dos brasileiros comuns já pode ser compartilhada com o mundo através do incrível número de fotologs criados pelos usuários, que já são inclusive odiados pelos que defendem a preservação do meio cibernético. Além disso, a luta pelo software livre dentro das universidades já é ponto sempre presente na pauta dos congressos e discussões sobre inclusão/exclusão digital.
Os estudos em geral trazem uma perspectiva otimista: a maioria dos brasileiros de todas as classes já conhece ou ouviu falar da internet, mesmo que não tenha tido qualquer contato com ela. A mídia brasileira já utiliza largamente o meio e o número de usuários cresce a cada dia. Definitivamente, não se pode esperar dos computadores ou da internet a solução dos problemas brasileiros, muito mais complicada do que um click no mouse. A maioria dos pesquisadores do tema, no entanto, acredita que as possibilidades abertas pela cibercultura podem contribuir com a melhor organização da sociedade, se utilizadas corretamente – como qualquer outra coisa, aliás.
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Camilla Costa
it will die! i can feel it. |
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Pedro Fernandes
Estou sentindo o cheirinho da vitória
Vamos fazer nossa chapa de CA? Estou falando sério. Uma chapa com boas propostas, uma chapa que não seja marxista. |
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Danilo Fraga
CCCS: O caminho rumo à recepção
É certo que desde sua infância, os estudos culturais ingleses já demonstravam uma vocação para o estudo da recepção. Em The uses of literacy, um dos textos fundadores da corrente, Hoggart analisa como se dá a relaçao entre a classe operária inglesa e a comunicação de massa e, se não faz exatamente pesquisa de campo, chega perto disso quando baliza suas suposições em sua vivência, e da vivência de sua família como um exemplo da classe operária. Esse livro foi importante na formulação de pressupostos bastante caros aos culturalistas: pensar a atividade da audiência e a cultura em sua relação com a sociedade. Entretanto, entre essa abordagem inicial e as posteriores pesquisas de recepção realizadas pelos estudos culturais, há algumas diferênças marcantes.
É a preocupação dos estudos culturais, herdada de uma tradição marxista, com a relação entre linguagem e ideologia que leva os estudos culturais ao interesse pelo receptor. Da preocupação inicial de produzir uma ação política, preocupação esta que permeia toda história dos estudos culturais britânicos, para a descoberta que a ideologia tem uma existência material (Althusser, Bakhtin), do estruturalismo de Barthes e até a análise da recepção foi um pulo. O que realmente está em jogo nesse caminho é a descoberta que a textualidade é um campo de luta política. De início, o interesse estava em compreender como dos textos da cultura representam a ideologia dominante e entender como utilizar a textualidade para contruir uma nova hegemonia. Entretanto, ao pressupor a recepção como ativa, como um lugar de construção de sentido, os culturalistas perceberam que a verdadeira luta é travada no campo da recepção.
Para entender o sentido de uma mensagem é necessário considerá-la enquanto interpretada em uma dada situação social, histórica e antropológica. O receptor não são sujeitos textuais, mas sujeitos sociais, eles têm uma história, vivem em uma formação social particular. Para os estudos culturais, a audiência é sempre ativa e o signo (o produto) midiático sempre polissêmico (aberto a multiplas interpretações), o que possibilita multiplas interpretações do mesmo evento. É exatamente nessa multipla possibilidade de interpretações que os estudos culturais baseiam seu projeto político. Se é possível que se interprete o produtos de maneira diferente do desejado, pela ideologia dominante, resta aos intelectuais definir um projeto pedagógico que possibilite o homem comum ter competência para enxergar criticamente a ideologia estampada nos produtos consumidos.
Os estudos de recepção abrigam a consideração inicial de Stuart Hall (a figura da foto) e Morley acerca da decodificação das mensagens, os estudos sobre o consumo cultural, investigações de campo sobro o modo como os receptores produzem sentido a partir dos textos midiáticos, além da etnografia da audiência.
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Danilo Fraga
Ainda tratando de trocadilhos. Vejam o título de um artigo dessa mesma revista.
Tropicalismo: Um Movimento Super-Bacana. É mole?
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Danilo Fraga
Oi gente. Eu estava dando uma olhada no HD do computador do pet e encontrei essa "Revista Virtual" dos tempos de Benjamin. Era mesmo uma revista, mas só não era virtual porque não estava na Internet. Então eu coloquei. Vejam que essa negócio de trocadilho é uma tradição muito mais antiga que imaginamos
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Danilo Fraga
essa é infame mas é boa!
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Pedro Fernandes
Enquete do Pet (por Beth) :
"Qual a canção mais tocada no ano de 2004? Sendo este um ano de tantas homenagens a ilustres figuras e inteligências que se foram..."
a) A música tema de Ayrton Senna, pelos 10 anos de sua morte.
b) 'Come as you are' (pode ser cantada pelo Caetano mesmo), pelos 10 anos da morte de Kurt Cobain.
c) 'Iarnuou' |
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Elizabeth
2 coisas.
1. Pedro, não acredito. Falaram de Mitrea no Rede Bahia Revista
2.
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Danilo Fraga
well people, na falta do que postar a gente re-posta! fazer o que né?
Santo Graal
Fraldas, mamadeira, comer e dormir.
Acordo ao lado de uma mulher que eu nunca vi antes. Ela não é feia, também não é bonita. Cabelos castanhos, pele branca e mamilos rosados. Não sei a cor dos seus olhos, eles estão fechados, ela ressona suavemente. Eu poderia me apaixonar por ela. Não, não poderia.
Comer, cagar e depois comer. Chorar pra chamar a atenção. Amar a mãe, matar o pai.
Continuo deitado de barriga para cima. Olho o teto que não é o do meu quarto. Uma mancha de infiltração percorre sinuosa da direita para esquerda, forma um desenho pouco compreensível logo acima da minha cabeça. É como aquelas figuras disformes que os psicólogos dos filmes sempre mostram aos malucos. Com algum esforço consigo reconhecê-lo.
Ir para a escola. Bater num coleguinha menor, apanhar de um maior. Ficar de castigo. Xingar a professora.
Um animal. Talvez um cachorro, mas ele só tem duas patas. A cabeça, ou algo semelhante, poderia também ser de um gato. Mas opto pelo cachorro. Fecho os olhos e ainda posso ver a imagem que se formou no teto. Acho que também sou maluco.
Bater punheta, espremer espinhas, rir dos outros, odiar tudo, odiar todos. Provar que macho.
Abro novamente os olhos e sento na beirada da cama. Observo sem muito interesse o resto do quarto que recende a perfume vagabundo. Móveis velhos e baratos comprados num saldão qualquer. Minha carteira está sobre o criado mudo ao meu lado. Confiro. Meu dinheiro ainda está lá.
Fumar, beber vodka barata, fazer uma cena de ciúme, vomitar, ter dor de cabeça e pedir desculpas no dia seguinte.
Ela continua a ressonar. Dorme feito um anjo. Um anjo meio vagaba com toda essa maquiagem já meio borrada na cara, mas ainda assim um anjo. Não sei se anjos existem e nem se anjos dormem. Ideal seria se eles não dormissem.
Entrar pra faculdade. Fumar maconha e não tragar. Cortar o cabelo. Ser fotografado de beca ao lado da mãe e do pai. Arrumar um emprego.
Levanto e visto minha roupa. Ela se mexe e diz algo incompreensível.
Comprar apartamento e móveis caros. Endividar-se. Casar, ter filhos, engordar assustadoramente e não se importar. Aumentar o número de cigarros e de doses de álcool diários. Pagar os impostos em dia.
Pergunta se eu já estou indo. Respondo que sim, já é tarde. Ela senta-se na cama sobre as próprias pernas e faz cara de desolada.
Acordar mais tarde aos domingos. Ver tv. Reclamar do barulho das crianças. Reclamar da demora do almoço. Perguntar se ela esta com o DIU. Trepar uma ou duas vezes.
Uma péssima atriz, penso. Penso ainda que ela deveria ir lavar o rosto, mas não digo nada. Ela pergunta se eu gostei e digo que não, mas que não é culpa dela.
Odiar a esposa. Ser odiado pelos filhos. Voltar mais tarde do trabalho. Separar-se depois de vinte e cinco anos. Começar uma nova vida, muito mais miseravelmente sem sentido que a primeira. Casar-se novamente. Separar-se.
Digo que a culpa é minha. Estava com a cabeça em outro lugar. Abro a carteira e estendo o dinheiro em sua direção. Ela diz que não quer, que quer que eu volte. Insisto, digo que é um presente e ela aceita antes que eu desista.
Fazer check-up de rotina. Descobrir que tem câncer e que não tem cura. Ligar para o filho mais velho e não ter coragem de contar. Comprar uma arma.
Ela pergunta se eu vou voltar.
Trepar com uma vagabunda.
Respondo que não.
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Pedro Fernandes
nunca mais postei nada... oh a folha em branco! |
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Pedro Fernandes
Powerpoint faz você ficar idiota
Em agosto, a Columbia Accident Investigation Board na NASA revelou o primeiro volume da publicação sobre porque um ônibus espacial explodiu em um acidente. Como esperado, uma falha humana causou o desastre. Entretanto o relatório também aponta outro culpado pelo acidente: o Powerpoint, conhecido programa da Microsoft.
A NASA cada vez mais apresenta informações complexas por meio de slides, ao contrário do tradicional esquema do papel e caneta. Quando os engenheiros da NASA descobriram o possível erro na asa durante a missão, eles apresentaram sua conclusões por slides de Powerpoint – tão fragmentado em frases de efeito e pontos isolados que era praticamente impossível tirar uma conclusão. ''É fácil entender como alguém pode ler esse slide e não entender que se tratava de uma questão de vida ou morte” o relatório frisa.
Powerpoint é a ferramenta mais popular do mundo na apresentação de informações. Existem 400 milhões de cópias em circulação, e dificilmente as decisões de alguma corporação não passa por ele. Mas e se o Powerpoint estiver nos fazendo ficar mais idiotas?
Esse ano, Edward Tufte – o famoso teórico da apresentação de informações – usou exatamente esse argumento em uma conferência intitulada “O estilo cognitivo do Powerpoint”. Em seu pequeno artigo de 28 páginas, Tufte argumenta que o software da Microsoft' força as pessoas a mutilalarem a informação em pequenas parcelas. A baixa resolução de um slide do Powerpoint o faz ter, em média, apenas 40 caracteres, praticamente 8 segundo de leitura. Powerpoint também encoraja os usuários to em listas de e-mail. Ele apresenta uma técnica de ''falsa analítica'' que tira a completude e a complexidade da informação. Tufte argumenta que isso tira do palestrante a responsabilidade de encadear suas informações. E o pior é como se escreve mensagens e cartas usando o Powerpoint. Cartas em jornais como o The Wall Street Journal contêm mais de 120 elementos, permitindo aos leitores cruzarem grandes quantidades de informação. Mas, como Tufte descobriu, usuários de Powerpoint geralmente produzem cartas com apenas 12 elementos. Tufte conclui que o Powerpoint é contaminado por “uma atitude mercantilista que transforma tudo em um slogan de venda.''
A Microsoft, é claro, se negou a prestar declarações. Mas Simon Marks, o diretor de vendas do Powerpoint, argumenta que Tufte é um fã da ''densidade da informação,'' apresentando toneladas de informação para a audiência. Você pode fazer isso com o Powerpoint” , explica, “mas é uma questão de escolha”. “Se as pessoas forem avisadas que serão expostas a uma quantidade incrível de informação ,'' ele acrescenta, ''elas não vão querer ouvir.'' E o Powerpoint ainda tem fãs nos autos corredores do poder: Colin Powell usou uma apresentação de slides em Fevereiro quando ele deu o parecer de que o Iraque possuía armas de destruição de massa para as Nações Unidas.
É claro que essas armas ainda não foram encontradas. Talvez Tuftle esteja certo e talvez o Powerpoint esteja mesmo adaptado para nossa era das trevas para a verdade – onde manipular fatos é mais importante que mostrá-los claramente. Se você não tem nada a dizer, talvez você precise do programa certo para fazê-lo.