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À tardinha

“Sexo, doutor, é só no que eu penso.” Lena riu, diante do espelho. Tomou um gole do copo de conhaque e deu um trago no cigarro. Ela ia morrer, “mas que se dane”. Sem exclamação alguma. Mostrou os dentes cavalares para o espelho. Estavam sujos de batom. “Merda.” Procurou um lenço, desistiu. Limpou com o indicador. Se aprumou na cadeira e tentou ficar séria. Voltou a rir. “Vai sair, D. Lena?” Ela queria que Judite morresse. Vinda do interior. Ingênua. Prestativa. Judite trabalhava com ela a dezessete anos. “Mas tem uma hora que enche.” Depois desse tempo todo se tornou uma cínica. “Eu também sou cínica, mas eu sou a patroa.”
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Perda de tempo

Publicada na revista Ringo, 1971.
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Kill Bill ep.2



Não é querendo fazer inveja não, mas... Eu vi Kill Bill ep.2. Se vocês não tiverem visto até as aulas voltarem, eu levo uma cópia pra ver no Pet.
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RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa (tomo 1); tradução Contança Marcondes Cesar – Campinas, SP: Papirus, 1994.



2. No Petblog com Aristóteles: O tecer da intriga, uma leitura da poética de Aristóteles

O segundo alicerce do edifício teórico de Paul Ricoeur é a Poética de Aristóteles. Ao tratar dessa obra, Ricoeur não pretende fazer um comentário, aqui ele centra seu estudo em torno de dois conceitos fundamentais, a saber, o de mimese e muthos (mito). Na conciliação da mimese – imitação ou representação da ação pela linguagem, excluindo a concepção platônica de cópia – com o muthos – “composição dos atos”, que Ricoeur traduz como “agenciamento dos fatos” -– Ricoeur procura encontrar a chave para entender o conceito de narrativa. O muthos que Aristóteles trata na Poética, está muito próximo do que chamamos hoje de narrativa, o agenciamento de fatos em um discurso. É exatamente na representação que esses dois conceitos coincidem, uma vez que “a ação é ‘construída’ da construção em que consiste a atividade mimética” (Ricoeur, 1994, p.61). Na Poética, Aristóteles trata exatamente de como se deve agenciar os fatos na construção de uma narrativa verossímil.
O Mito é definido como uma totalidade (holos), na medida em que ele deve ser a imitação de uma ação completa. Nesse sentido, a narrativa dá uma solução à distensão de Agostinho – mesmo que essa solução seja poética. Apesar de Aristóteles definir Todo como “aquilo que tem princípio, meio e fim”, não devemos confundir o conceito de totalidade da narrativa aristotélica com o de uma ordem seqüencial e cronológica necessária. Antes de ser um conceito temporal, o Todo é um conceito lógico. Tanto é assim que Aristóteles define Princípio, não pela ausência de antecedente, mas pela ausência de necessidade na sucessão. Fim é definido como o que sucede a outra coisa, mas “por necessidade, ou porque assim acontece na maioria dos casos”. Somente o Meio é definido como sucessão: “é o que está depois de alguma coisa e tem outra depois de si”.
Aristóteles faz uma distinção entre uma ação una, que se completa a despeito do tempo, e de um tempo uno, onde podem ocorrer uma infinidade de ações. Assim, ele felicita Homero por ele ter pretendido poetar não toda a guerra de Tróia (embora ela tenha início, meio e fim), mas os fatos que envolveram a querela e o destino de Aquiles e Heitor. O recorte feito por Homero referente ao fato histórico da guerra de Tróia, permitiu circunscrever a narrativa literária em torno de uma ação, ao contrário da multiplicidade e complexidade de ações que envolveria a narrativa de toda a guerra. Outro ponto importante no agenciamento de fatos é a verossimilhança. Longe de ter compromisso com o que ocorreu na realidade, a narrativa de ficção deve ser verossímil. É nesse ponto que se distingue a narrativa de ficção da historiográfica. “A diferença é que um diz o que ocorreu, o outro o que poderia ter ocorrido” (Aristóteles apud Ricoeur, 1994 p.69).
Porém, o muthos não se descola totalmente do tempo, nem tampouco da discordância da distensão. O conceito de inversão é o centro dessa concordância-discordante do muthos. Na tragédia, a inversão se dá da fortuna ao infortúnio, levando o personagem de uma situação estável a um fim agonizante. Porém, essa inversão leva tempo e regula a extensão da obra. A arte de compor consiste em fazer parecer concordante essa discordância. “É na vida que o discordante arruina a concordância, não na arte trágica” (Ricoeur, 1994, p.72).

Mimese I, II e III

A mimese, é outro ponto central na Poética. Porém, para entender mimese, deve-se passar longe do entendimento de Platão. Para Ricoeur, “se continuarmos a traduzir mimese por imitação, deve-se entender totalmente ao contrário do decalque de um real preexistente e falar de imitação criadora. (...) O artesão de palavras não produz coisas, mas somente quase-coisas, inventa o como-se.” (Ricoeur, 1994, p.76).
Ricoeur, pretende enriquecer esse conceito diferenciando três categorias de mimese. Já vimos que para Ricoeur, mimese e muthos identificam-se em um primeiro momento, já que o Mito pode ser definido como a representação da ação através do agenciamento dos fatos. Porém, a equação entre mimese e muthos não se satura na representação, agenciando logicamente as ações da praxis cotidiana. O próprio termo praxis, que por um lado pertence ao campo do real e do imaginário, sugere que a mimese não tem apenas uma função de ruptura, mas de ligação, que transpõe metaforicamente o campo prático pelo muthos. A essa transposição, Ricoeur chama de mimese I.
A mimese II, a mimese-criação, é a tratada, preferencialmente, por Aristóteles na Poética, a da composição da narrativa. Porém, a mimese não acha seu dinamismo apenas no texto poético, mas também em seu encontro com o espectador – sendo a mimese III a reconfiguração do texto por parte do espectador. Ao contrário do que algumas interpretações semióticas da Poética, leia-se WG, Ricoeur sustenta que Aristóteles já previa em seu texto essa função da mimese. A dialética entre o dentro e fora (no bom sentido) da obra atinge seu ápice na catharsis – que é experimentada pelo espectador e construída na obra. Se o que é experimentado pelo espectador deve ser primeiro construído na obra, Aristóteles se aproxima do conceito de leitor implícito de Wolfgang Iser.
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duas coisas

1. Lula é o anarcopunk mais prestativo da ufba

2. Todo mundo que tá no orkut é de Salvador? Acho que pelo menos a metade é!
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RICOEUR, Paul. Tempor e narrativa (tomo 1); tradução Contança Marcondes Cesar – Campinas, SP: Papirus, 1994. 



Introdução 

Nessa obra, Paul Ricoeur vai buscar no interior da experiência humana e da narrativa, seja ela historiográfica, ficcional, ou mesmo jornalística. Para ele a chave para o entendimento da identidade estrutural da função narrativa, e da exigência de verdade, está no caráter temporal da experiência humana. “O mundo exibido por qualquer obra narrativa é sempre um mundo temporal. (...) o tempo torna-se tempo humano na medida em que está articulado de modo narrativo; em compensação a narrativa é significativa na medida em que esboça os traços da experiência temporal” (Ricoeur, 1994, p.15).  Do mesmo modo, o tempo só faz sentido quando é narrado. “O tempo só se torna tempo humano na medida em que está articulado de modo narrativo” (Ricoeur, 1994, p.15).

Para demonstrar essa conexão entre tempo e narrativa, Ricoeur funda sua investigação em duas obras que permitem “duas entradas independentes no círculo do problema”: as Confissões de Santo Agostinho e a Poética de Aristóteles. Obras independentes porque, além de pertencerem a universos culturais bem diferentes, de um lado Agostinho se pergunta sobre a natureza do tempo sem levar em conta a narratividade e de outro Aristóteles investiga a estrutura narrativa deixando a questão do tempo para outro livro – a Física.

1. As aporias da experiência do tempo: o livro XI das Confissões de Santo Agostinho ou Tempo, tempo mano velho 

Neste capítulo Ricoeur toma como ponto de partida a discussão de Santo Agostinho sobre a natureza do tempo. Agostinho parte da dúvida cética para construir uma série de aporias sobre o caráter ontológico do tempo e como ele pode ser medido. Agostinho retruca: “O que é afinal o tempo? Se ninguém me pergunta, sei; se alguém pergunta e quero explicar, não sei mais”.  A questão fica; como o tempo pode ser, já que o passado não é mais, o futuro não é ainda e o presente não permanece?

Agostinho chega a uma resposta; o tempo tem uma natureza psicológica, já que ele só pode ser definido e medido a partir da interioridade (da alma) do homem. Para Agostinho não nos referimos ao futuro ou ao passado, mas previsão e à memória, chegando assim a um refinamento da categoria do presente. É no presente, e na experiência humana, que o tempo pode ser experimentado. É no presente da alma do homem, e não em nenhum outro lugar, que reside o passado – que não deixa de ser, na medida que deixa suas marcas no homem – e o futuro – que já é pela projeção que fazermos dele.
 
Talvez se pudesse dizer no sentido próprio: há três tempos, o presente do passado, o presente do presente e o presente do futuro. Há, com efeito, na alma, de um certo modo, estes três modos de tempo, e não os vejo alhures.” (...) “O presente do passado é a memória, o presente do presente é a visão, o presente do passado é a espera. (Agostinho apud Ricoeur, 1994, p.28) 

A noção de que o tempo tem seu lugar na alma, ou para usar a expressão de Santo Agostinho  na distensão da alma através dos três presentes, torna-se mais clara na discussão sobre como pode o tempo ser medido. A noção de distensão é bastante importante para entender a função do tempo em Agostinho.  Em certo momento do texto ele exclama: “Por coincidência, pareceu-me que o tempo é senão uma distensão, mas de que? Não sei e seria surpreendente que não fosse do próprio espírito”. (Agostinho apud Ricoeur, 1994, p.34). Posto que Agostinho rejeita a noção que o tempo advém dos movimentos dos astros, posto que nenhum fenômeno físico poderia dar uma medida fixa para medir o tempo, o tempo só poderia encontrar sua medida na alma. Pois a medida do tempo acontece a partir de uma comparação subjetiva. Acontece na comparação entre um momento longo e um curto presentes na memória. O tempo é tomado como distensão - tensão violenta e demasiada, tensão excessiva – porque é na própria passagem que é possível buscar, ao mesmo tempo, a multiplicidade e o dilaceramento do tempo presente, e da experiência humana.

Agostinho dá um exemplo muito interessante da multiplicidade da experiência temporal humana, no canto.

Eu me preparo para cantar um canto que eu conheço. Antes de começar, minha expectativa estende-se ao conjunto desse canto. mas, quando comecei, à medida que os elementos antecipados de minha expectativa tornam-se passado, minha memória estende-se, por sua vez em direção a eles; e as forças vivas de minha atividade são distendidas em direção à memória por causa do que eu disse, e em direção à expectativa por causa do que vou dizer. Contudo, minha atenção está aí, presente; e é por ele que transita o que era futuro, para torna-se passado. Quanto mais essa ação avança até que seja inteiramente esgotada a espera, quando a ação inteira acabou e passou para a memória. (Agostinho apud Ricoeur, 1994, p.28)

O achado de Agostinho está em ter reduzido a extensão do tempo à distensão da alma, é ter ligado a distensão à falha, à incompletude, inerente ao presente. “Assim, ele vê a discordância nascer e renascer da própria concordância entre os desígnios da expectativa, da atenção e da memória” (Ricoeur, 1994, p.41). Posteriormente, quando compara a temporalidade do mundo mortal à eternidade divina, Agostinho estende o conceito de distensão. A distensão exprimiria o dilaceramento da alma privada da estabilidade sempre presente da eternidade. Ela torna-se sinônimo da dispersão na multiplicidade da errança do homem.

Por fim, Ricoeur mostra que para Agostinho o tempo é entendido como representação, o tempo é aqui definido como experiência do tempo. Assim, o exemplo do canto é tomado por Ricoeur como um paradigma da representação do tempo. Deste modo, o tempo encontra na narrativa a sua representação mais clara e exata, a narrativa revela-se aqui como o caráter temporal da experiência humana. A partir da definição de narrativa como representação do tempo, Ricoeur (1983/1994) introduz a proposta de uma intensificação da temporalidade da narrativa. Se uma narrativa ordenada cronologicamente corresponde a uma representação linear do tempo, esta forma de representação, na verdade, não correspondem à experiência psicológica do tempo, vide a experiência de Santo Agostinho com o canto. Ricoeur propõe, então, que o estudo da representação da temporalidade deva não ser abolido, mas aprofundado.
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Tá tudo dominado!

Depois de brasileiros causarem um caos no Fotolog.net , faconianos ensandecidos invadem o "iorgute" ....
Onde é que esse mundo vai parar?
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Rapidinha (sem perversões, por favor...)

Meninos , eu vi....!
ANEDOTA DO DIA (retirada do site AEIOU, que fornece informações sobre as opções de lazer da noite lusitana)

- Qual o nome da mulher que nunca se afoga e que ainda pode aparecer nos telhados?
- CLARABÓIA

(Juro!!!!)
E eu que sempre levei as piadas de português na brincadeira....

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O mais novo hype do ano passado lançou um novo CD.

The Gray Album: A mistura do Black Album do Metalicca e do White Album dos Beatles. Contando com músicas tão divertidas quanto as do primeiro CD, A Garage Dayz Nite, como I want to choke your band e Hey Dude. Vale a pena conferir, é de graça.


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Olá!!Você está acessando A PÁGINA DA EMOÇÃO!


É assim que você é recebido ao entrar no site de Oriza Martins Pinto, nossa fraude de hoje. Oriza é escritora e historiadora, além de amante da seresta. Vocês já pensaram quantos filmes já falaram da Segunda Guerra Mundial? Pois bem, ela já pensou e escreveu uma lista completa com nome, ficha técnica e uma pequena resenha. Profílica a jovem senhora, não acham? Pois é, além de sua ocupação como historiadora e crítica de cinema, Oriza também se aventura no mundo literário.




Com tristeza evidente, ela reclama: "O mercado editorial é muito fechado, só publicam os mesmos autores, não há espaço para livros bonitos que elevem a alma humana como os meus". Porque será?

e ela ainda tem um blog

Deixo vocês com alguns pequenos versos escritos por ela:

Escrever gera
prazer.
Gera paixão.
E é fácil:
Basta deixar
rolar a emoção.
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Pigmalião pósmoderno ou a triste história do homem que amou ao desespero uma boneca inflável oriental comprada no mecado livre.com pela bagatela de r$ 109,00.


Divina enquanto criatura criada por mim, seu deus, seu senhor, sua vida pertencia à minha vontade. Meu sopro lhe dava existência e me dava existência. Seu ser era a minha razão de também ser. Criando-a criava a mim mesmo num jogo infinito de espelhos. Galatéia era minha senhora pois eu era seu rei. Minha vida pertência a ela porque ainda que escrava, meus pés estavam acorrentados aos dela.


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Sim, foi você...

1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

Em países frios ou em pessoas que vivem em ambientes frios frios por longos anos, pode se desenvolver, na pele dos membros, vasculite crônica por vasoconstrição que, além do aspecto livedóide, produz em alguns pontos isquemias e pequenas áreas de necrose, com úlceras intensamente dolorosas.
(Interfaces da Angiologia e Cirurgia Vascular - Pedro Puech-Leão e Paulo Kaufman)

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Aulas de diagramação, volume 1.


1885. O texto representa a cauda do rato, que Alice
(de Alice no País das Maravilhas)
observa enquanto ele conta sua história.


1923. Esse pôster, feito para uma peça de teatro,
utiliza mais de 40 fontes diferentes.


1946. O trem corre sobre as letras, passando por túneis e pontes.
Em vários trechos, o texto está de ponta-cabeça.


1984. Primeira página do tablóide "The Sun".


Capa de revista de 1974.


1992. Pôster de um concerto no Het Appolohuis.


1994. Anúncio para Universität GH Kassel.


1988. Anúncio para a Nike.


Capa da Ray Gun, Abril de 1994.
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